Porque é difícil escolher?

escolha

Escolha é uma tomada de consciência
Uma aposta no seu desejo
Um ato de coragem
comprometer-se com as perguntas
O que, de fato, eu quero?
O que estou disposto a perder?
É afirmar esse quero
Eis o ponto de partida para um projeto
Seja ele profissional, pessoal ou social

O que significa fazer uma escolha?
Quais os fatores que influenciam a tomada de decisão?
Quais as crenças e pré-conceitos envolvidos nessa escolha?
Quais os temores e ansiedades que provoca?
Quais são as variáveis que podem interferir neste processo dinâmico?

Escolha é um processo mental que envolve julgamento de várias opiniões e a seleção de uma delas em detrimento de todas as demais.
Fazemos escolhas desde coisas muito simples tais como levantar agora ou daqui a 10 minutos até escolhas relacionadas aos nossos valores (estilo de vida, crença religiosa ou posição política)
Qualquer que seja o caso muitas alternativas ou escassez delas podem levar ao desconforto na hora de escolher. No primeiro caso o excesso de oferta pode levar à confusão; já, no segundo, a escolha pode recair na alternativa menos pior.
Escolher significa mudar, tomar decisões, abandonar um modelo para acolher outro, ou mesmo comparar o modelo atual com um novo e optar por permanecer com o modelo conhecido.
As escolhas fazem parte da vida, e elas são de dois tipos: desejadas ou imprevistas.
Toda escolha leva a algum tipo de renúncia, não importa se são escolhas cotidianas (qual sapato calçar) ou as que acarretem grandes alterações (mudança de emprego). Se entendermos que o que foi deixado de lado, ao invés de perdas, são objetos que não nos servem no momento, o processo de escolha fica mais tranquilo.
O processo de escolha requer vontade, coragem e estratégia. Vontade de dar lugar ao novo, coragem para manter a escolha enfrentando todos os desafios advindos da nova situação e estratégia, que envolve análise das opções sob a ótica de critérios previamente definidos ou dos objetivos a alcançar.
Escolha feita é um par casado com mudança. Mudanças podem trazer consigo o medo, a ansiedade e o temor. Emoções essas que são tomadas como sinônimos mas trazem em si especificidades que julgo pertinentes conceituar: medo e ansiedade com base no dicionário de psicologia de Alvaro Cabral e Eva Nick e temor no Michaellis.
Medo, estado geral de agitação inspirado pela presença real ou pressentida de um perigo concreto. Ansiedade, estado emocional desagradável e apreensivo, suscitado pela suspeita ou previsão de um perigo para a integridade da pessoa. No caso de perigos reais, dá-se a ansiedade realista. Quando os perigos são desconhecidos (sem acesso à consciência) estamos diante da ansiedade neurótica.
Temor, receio bem fundado de um mal que pode sobrevir no futuro
Resumindo: O medo é a perturbação manifesta corporalmente, enquanto o temor é o conhecimento de um mal e a ansiedade é a perturbação emocional.
Para combater esses estados emocionais algumas práticas rápidas, fáceis e bastante eficientes são a Respiração Consciente (ver post), a Visualização do problema resolvido e a Meditação.