8 dicas para o homeschooling efetivo

Seu bairro, ou condomínio oferece inúmeros temas para pesquisa e discussão.

Com preocupações crescentes sobre superlotação e a qualidade da educação pública, os pais estão cada vez mais considerando a alternativa de educação em casa (homeschooling). Pesquisa realizada em 2016 nos 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, revelou que o país possui 3.201 famílias que adotaram esse modelo de educação.*

Embora existam muitas filosofias e abordagens para a educação em casa, um ponto comum é que  todos os pais querem ver  seu filho atingir seu pleno potencial. Aqui vão algumas dicas para você que está interessado em proporcionar educação em casa para seus filhos:

1) Aspecto legal

Como eu disse no artigo anterior a legislação brasileira é controversa, quanto a obrigatoriedade de matricular os filhos em escola. Quanto a entrada na universidade onde é exigido o certificado de conclusão do Ensino Médio, a saída é submeter-se a prova do ENEM.  Para se inscrever basta ter 18 anos, não é preciso ter frequentado nenhuma escola.  Alcançada a pontuação mínima,  a pessoa consegue o certificado de conclusão do ensino médio.

2) Escolha do Currículo

Pesquise em escolas do Brasil e do Exterior e monte sua grade curricular e os conteúdos que você considerar importantes. Na minha opinião, crianças de 6 a 12 anos devem dedicar-se, prioritariamente, a aprender a ler, escrever e contar.

Os temas devem fazer parte do cotidiano da criança e da família. No seu quarteirão, bairro e município há um sem número de possibilidades para Estudos Sociais, Geografia, Ciências etc.

Sem falar nas diversas transformações que os alimentos sofrem ao serem aquecidos, gelados ou congelados.

3) A criança como protagonista de sua aprendizagem

Leve seu filho na livraria para que ele escolha livros de leitura e de exercícios, claro que orientando-o para o nível apropriado. Quanto mais seu filho estiver envolvido no processo, maior será seu comprometimento.

4) O local e a hora de estudos

A educação em casa também necessita de algum formalismo. Designe um lugar, confortável e livre de distrações,  para servir como sala de aula. Os dias e horários também devem ser pré determinados.  Avise amigos e parentes e peça-lhes que respeitem seus horários e consultem antes de vir de visita.

5) Rede de apoio

Conecte-se com outras famílias na mesma situação, fazendo parte de grupos comunitários ou on-line. Tais grupos, geralmente, se mobilizam com relação a à mudanças na legislação, discutem abordagens para a educação em casa e compartilham histórias e conselhos.

6) Socialização

Mantenha seu filho socialmente ativo. Permita que ele vá brincar na casa de amigos, convide outras crianças para passar uma tarde em sua casa. Incentive-o a participar de atividades esportivas e culturais.

7) Outros momentos de ensino

Fique sempre atento às possibilidades de ensino/aprendizagem. Converse com ele sobre os temas do noticiário. Incentive-o a fazer pesquisas e a refletir sobre os assuntos.

8) Diversidade das ferramentas de aprendizagem

O mercado de jogos eletrônicos didáticos está bastante desenvolvido, aproveite para diversificar as formas de conhecer e se exercitar.
Obrigada pela leitura! Se você gostou texto, e acredita que um amigo pode achar que é útil, por favor, compartilhe. Se você tiver  uma pergunta sobre o que eu escrevo, sinta-se a vontade para comentar

Yara Prates/Master Coach

*Gazeta do Povo edição de 08/05/2016  http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/educacao-domiciliar-ganha-forca-no-brasil-e-busca-legalizacao-7wvulatmkslazdhwncstr7tco acessado em 08/10/2017 

2 ideias sobre “8 dicas para o homeschooling efetivo

  1. Excelente texto! Não sabemos se esse método funcionária aqui no Brasil, mais sem tentar fica difícil saber. No tempo de meus avós, algumas crianças eram alfabetizadas em casa, aprendiam o básico. Evidente que em algumas famílias abastadas da época, a situação era outra. Enfim, as “novivelhas” situações vem e vão, muda-se a apenas o cenário e os personagens.

    • As pessoas que estão optando por esse método, acreditam que seus filhos terão mais oportunidades de aprendizagem, do que na escola, considerando que eles vão se responsabilizar por sua educação. Antigamente a oferta de escolas era muito menor, e as pessoas tinham outras necessidades para dar conta de sua subsistência. Agora que a oferta de escolas é grande, a qualidade deixa muito a desejar. A maioria das escolas consideradas boas estão preocupadas em quantos de seus alunos entram melhor ranqueados na Universidade. Eu costumo dizer que se há trinta vagas tanto faz entrar em primeiro ou no trigésimo! Eu privilegio a capacidade de lidar com as informações para transformá-las em saberes, pois só o saber dá poder de uso.

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